Dois dedos de Liturgia (95)

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Te Deum

É um hino que se reza com frequência no ofício de Leitura da Liturgia das Horas. Também se entoa como grande hino de acção de graças.
Não se sabe com segurança a sua origem: atribui-se a vários autores, como Ambrósio, Agostinho, Nicetas… Provavelmente, é do século V. O que se sabe é que no século VI já tinha entrado na oração monástica e já se considerava um hino tradicional da Igreja.
É como uma doxologia prolongada ou como um Prefácio desenvolvido (inclui também o «Santo, Santo, Santo»). A sua estrutura é trinitária: um bloco dedicado ao louvor do Pai («Nós vos louvamos, ó Deus» «Te Deum laudamus»), citando os anjos, todo o cosmo, os apóstolos, profetas, mártires e toda a Igreja como partícipes neste louvor. Segue o louvor ao Filho e ao Espírito. Mas espraia-se mais em Cristo, nascido da Virgem Maria, morto e ressuscitado, triunfante à direita do Pai, e juiz que virá no final dos tempos. Termina, propriamente, pedindo a Cristo que ajude os que salvou e os leve à glória com Ele («æterna fac cum sanctis tuis in gloria numerari»).
Os versículos que se seguem («salvum fac populum tuum, Domine», «salvai o vosso povo, Senhor»…) são um aglomerado de citações sálmicas, que originariamente não pertenciam ao Te Deum e que se entendem melhor como ladainha de petições para a oração da manhã.
Actualmente, diz-se o Te Deum «nos domingos fora da Quaresma, nos dias das oitavas da Páscoa e do Natal, nas solenidades e festas, após a segunda leitura (do Ofício de Leitura) […]. Querendo, pode-se omitir a última parte deste hino, desde o verso “Salvai, Senhor, o vosso povo” até ao fim» (IGLH 68). Portanto, nas memórias e nas férias não se diz. Também se canta nas vigílias prolongadas, que são um Ofício de Leitura mais desenvolvido (cf. IGLH 73).

* continuamos a aguardar as vossas questões em doisdedosdeliturgia@gmail.com

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