Desde os primeiros séculos sempre houve, na Igreja, formas diversas de vida religiosa, embora só mais tarde encontremos testemunhos de ter havido um rito litúrgico de pedido e compromisso, perante os superiores, para admissão daqueles que pretendiam abraçar esse género de vida. Os ritos de profissão variam segundo as comunidades que se iam formando, no Oriente e no Ocidente, no deserto ou nas cidades, em comunidades monásticas ou mendicantes, etc.
A profissão religiosa significa que uma pessoa faz pública «profissão» de que quer viver os conselhos evangélicos numa comunidade religiosa, se compromete por uns anos ou para toda a vida, e é aceite pelos superiores da mesma, em nome da Igreja.
O Concílio Vaticano II determinou que se revisse o rito de Consagração das Virgens e, além disso, que se redigisse «um rito de profissão religiosa e de renovação de votos, que contribua para uma maior unidade, sobriedade e dignidade» (SC 80). Na introdução do Ritual da profissão religiosa descreve-se o caminho de preparação e a celebração desta profissão religiosa nas suas diversas etapas: a primeira profissão (temporal), a sua renovação e, sobretudo, a profissão perpétua, que é a mais solene e a que se dá maior significado.
O rito da profissão perpétua tem o seu lugar dentro da Missa, depois da Liturgia da Palavra. Se a categoria do dia o permite, usam-se os textos da missa própria da profissão perpétua. A estrutura da celebração é a seguinte: chamamento dos candidatos; homilia, que explica e aplica as leituras escutadas à situação das pessoas que abraçam a vida religiosa; interrogatório sobre as intenções das pessoas; oração litânica da comunidade sobre elas; profissão, segundo a fórmula de cada família religiosa; bênção e consagração dos recém professos; entrega de símbolos (vestes e insígnias); abraço do superior ou superiora e dos professos perpétuos.
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