Dois dedos de Liturgia (92)

 

canto-liturgico

 

– Tempo comum

«O Tempo Comum começa na segunda-feira a seguir ao Domingo que ocorre depois do dia 6 de Janeiro e prolonga-se até à terça-feira antes da Quaresma, inclusive; retoma-se na segunda-feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e termina antes das Vésperas I do Domingo I do Advento» (NG 44; in EDREL 673-674).
O chamado Tempo Comum, pode-se dizer que é uma novidade da reforma pós-conciliar. Antes, havia uma série de «domingos depois da Epifania» e outra série de «domingos depois do Pentecostes». Agora é uma única série com uma certa unidade, ao longo do ano. Sobretudo, há um elemento que lhe dá unidade: o Leccionário.
O nome «Tempo Comum» – em latim, «   tempus per annum» («tempo durante o ano») – não parece muito feliz, pela fácil associação a tempo «pouco importante» ou «anódino», mas esta designação impôs-se como distinção dos chamados «tempos fortes», do *ciclo da Páscoa e do Natal, com a sua preparação (Quaresma e Advento) ou prolongamento («Tempo da Páscoa» e «Tempo do Natal»).
Mas o Tempo Comum tem a sua particular importância. Em rigor é o tempo mais antigo, na organização do Ano cristão – a sucessão dos domingos e das semanas, antes de terem surgido os vários ciclos –, e que, além disso, ocupa a maior parte do ano (trinta e três ou trinta e quatro semanas, das cinquenta e duas). Este tempo apresenta valores que não se podem esquecer: ajuda-nos a ir vivendo o mistério de Cristo na sua totalidade; acompanha-nos na tarefa de crescimento e maturação de tudo o que celebrámos no Natal e na Páscoa; põe em evidência a primazia do domingo cristão; oferece-nos a escola permanente da Palavra bíblica; e faz-nos descobrir a graça do comum: a vida quotidiana vivida também como tempo da salvação.

* continuamos a aguardar as vossas questões em doisdedosdeliturgia@gmail.com

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