“Dia de Reis”

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Em plena quadra natalícia, celebramos a Epifania do Senhor, tradicionalmente conhecida como “Dia de Reis”. E faz esta solenidade todo o sentido, pois, enquanto no Natal Jesus se revela “aos da casa”, pobres e marginalizados pastores, na Epifania revela-se “aos de longe”, isto é, a toda a humanidade, representada pelos “Reis magos”, que reconhecem ser aquele Menino, pelos presentes que Lhe oferecem, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.
Não sabemos a identidade, profissão ou origem destes misteriosos personagens, mas sabemos que são cultos, ricos, dos lados do Oriente, de muito longe, e que, na procura do segredo da estrela que os atraía, resolveram dúvidas e perplexidades e ultrapassaram grandes obstáculos, até com risco da própria vida. Ficam, assim, para o futuro, como referência para alguém que, sempre atento aos sinais dos tempos, alimenta a espera messiânica e a fome de absoluto, que não são exclusivas do povo judeu, nem de uma determinada religião, nem se esgotam em qualquer momento da história.
A conduta dos astrólogos do oriente, que procuram afanosamente Deus, sem outra luz que a pálida luz de uma estrela rara, é modelo para os peregrinos da fé e da esperança de todos os tempos, e para nós não deixa de ser também um forte desafio, se queremos viver a sério a nossa Vocação Baptismal.

P. Fausto

in Diálogo 0638 (Solenidade da Epifania do Senhor – Ano C)

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