Dois dedos de Liturgia (91)

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– Epifania

É uma das festas mais importantes do ano cristão, e celebra a manifestação ou as manifestações de Cristo Jesus. Paulo diz a Tito que «manifestou-se (epifane) a graça de Deus… aguardando a ditosa esperança e manifestação (epifaneia) da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo» (Tt 2,11.13).
A celebração da Epifania teve a sua origem nas Igrejas do Oriente. No século III, aparece no Egipto – para dali passar facilmente a Jerusalém e à Síria, no século IV –, como festa celebrativa da manifestação do Senhor, entendida como seu nascimento.
Rapidamente, passou também a Roma e ao Ocidente, apesar de, ali, por essa mesma altura, ter surgido a festa da Natividade, do nascimento do Salvador. Parece ter havido um intercâmbio: no Ocidente, aceitou-se também a Epifania, dando-se-lhe o sentido da manifestação aos magos, como representantes dos povos pagãos; e, no Oriente, foi aceite, por sua vez, a Natividade, como a festa do nascimento, passando, então, a da Epifania, a ser sobretudo o dia baptismal.
Por muitos testemunhos antigos, vê-se que a Epifania tende a condensar, numa só festividade, as várias manifestações do Senhor. O enviado de Deus, a quem, apenas há uns dias, celebrámos como criança, manifesta-se progressivamente como Messias: aos Magos, no Jordão e no seu primeiro milagre, em Caná.
* continuamos a aguardar as vossas questões em doisdedosdeliturgia@gmail.com

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