“Que devemos fazer” ?

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Estamos na 3ª semana do Advento, com João Baptista a dizer-nos claramente que o seu tempo está a esgotar-se e que vive preparado para saborear, no silêncio e na sombra, a alegria de ser voz de Boas Novas, voz incómoda e nunca rendida, apesar do “deserto”. “Está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias”, avisa, face às dúvidas e expectativas do povo.
Entretanto, é um corrupio de gente inquieta, que acorre ao deserto, à espera de uma palavra iluminadora. Entre os anónimos, há gente rica, soldados, publicanos e cobradores de impostos, a perguntar também: “Que devemos fazer?”
A uns lembra que não é grande quem tem mais poder ou dinheiro, um guarda roupa variado e de luxo ou celeiros bem fartos, mas o que aprende na escola do amor a conjugar generosamente o verbo dar.
A outros, que fazem jus à sua posição social e aos seus pergaminhos, acertadamente João lembra que o caminho para Deus não é questão de retórica, mas de humildade, apenas percorrido por quem sabe apagar-se no momento oportuno, sem constrangimentos nem ressentimentos.
Aqui está João Baptista, o Profeta que não dá receitas a gosto, mas, sem apontar caminhos únicos, continua a dirigir a cada um a palavra sábia, para vivermos com redobrada alegria estes poucos dias que antecedem o Natal.
Todos baptizados, todos profetas, e enquanto nos preparamos para “as Novidades” anunciadas por Deus, ocupemos o “advento” a tornar o nosso pequeno mundo mais fraterno, justo e feliz. Para isso não são precisos discursos. Basta ( tantas vezes!) um sorriso, uma saudação, um abraço, um pedido de desculpa…
É uma verdadeira arte pôr amor nas coisas pequenas de todos os dias!

P. Fausto

in Diálogo 1635 (III Domingo do Advento – Ano C)

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