“Erguei-vos !”

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Terminámos o ano com o Evangelista Marcos e, com o Advento começamos outro, pela mão de Lucas, sempre com o horizonte num futuro violentamente carregado. Aos olhos incautos parece que Deus se compraz com a tragédia, aprecia ambientes depressivos e quer que vivamos de modo severo e austero, tornando mais pobres os dias da nossa existência. Nada disso! Quem acreditaria num Deus assim? Quem teria prazer em preparar a Sua vinda? Que acolhimento merecia a Sua mensagem?
Não é apavorados que Deus gosta de nos ver, nem paralisados pela angústia do futuro, mas quer-nos atentos e vigilantes, aproveitando o Advento como tempo belo e precioso para o exercício da virtude da Esperança, apesar dos gemidos da humanidade e das convulsões da história.
Como a mulher, prestes a dar à luz, vive a alegria antecipada por quem vai nascer, apesar do desconforto próprio do momento, também assim devemos viver em alegria e esperança o Advento.
Para quem ousa ver além da borrasca, facilmente dará conta que o Evangelho não tem por objectivo descrever o fim do mundo e provocar o pânico, mas ajudar a descobrir o sentido da história. E esse sentido último, para o qual tudo se encaminha e converge, é Deus. Por isso, “Erguei-vos e levantai a cabeça”.
O Advento é esse tempo belo e propício para meditar e deixar vir ao de cima “estas coisas”.

P. Fausto

in Diálogo 1633 (Domingo I do Advento – Ano C)

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