E depois ?

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Estamos a aproximar-nos do final do ano litúrgico e a Palavra de Deus, em linguagem pouco habitual, alerta-nos para uma realidade que ninguém pode evitar: o futuro. E DEPOIS ?
Se há questões de que não temos resposta, esta é uma delas. Por mais que se explique, muito mais fica por explicar… E Jesus também não desvenda o mistério, não porque o desconheça, mas porque o mesmo ultrapassa os limites da nossa humana natureza.
A verdade, porém, é que se trata de uma crise universal, de uma ruptura que altera estruturalmente todos os elementos humanos e cósmicos e a que nenhuma força pode resistir.
Se as palavras de Jesus para anunciar a Sua vinda nos alertam para a tragédia e nos sabem a drama, não pretendem inculcar o medo e matar a esperança, mas garantir-nos a presença consoladora de Deus que não desiste de nós, mesmo no limite dos nossos limites.
O Deus que Jesus nos revela não se compraz com o sofrimento, nem o Seu projecto é de morte. São de paz os Seus pensamentos, de felicidade o Seu projecto e de amor a Sua aliança. No entanto, à crise ninguém escapa. Que fazer?
Vivamos cristãmente o presente, hoje e cada dia, no cumprimento dos nossos deveres e confiemos o futuro à Providência Amorosa de Deus. Isto é o que está nas nossas mãos. “Quanto ao dia e à hora”, não é das nossas contas.

P. Fausto

in Diálogo 1631 (XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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