Dois dedos de Liturgia (83)

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– Baptismo: Benção e invocação de Deus sobre a água

Para que se realize o baptismo uma das coisas fundamentais é a água. Antes de fazer a benção e a invocação de Deus sobre a água, o presidente da celebração recorda a todos o desígnio admirável de Deus que quis santificar, pela água, a alma e o corpo do homem. A benção e invocação de Deus sobre a água tem 3 esquemas que podem ser utilizados.
Não podemos esquecer que os sacramentos celebram o mistério pascal de Cristo, morte e ressurreição de Cristo, e daí colhem a sua eficácia. Assim, verificamos nas várias bençãos da água o “contar” a história da salvação que atinge o seu ponto alto em Jesus. Os cristãos não são uma invenção, mas estão inseridos na história. Recordar vários episódios da história do Povo de Israel ajuda-nos a compreender que Jesus é a plenitude da história e que nEle tudo se cumpre. Deste modo, ao celebrar o baptismo, tornamo-nos participantes do mistério Pascal de Jesus: morrer para ressuscitar com Cristo!
Na benção sobre a água são recordadas as passagens bíblicas da Criação, do Dilúvio, da Circuncisão de Abraão, a passagem do Mar Vermelho, da rocha que brotou água no deserto e da cura da lepra do sírio Naamã. São imagens daquilo que é o Baptismo: banho de regeneração, do novo nascimento pelo baptismo, da divinização daqueles que são baptizados.
No Tempo Pascal, se for oportuno pode-se guardar a água que foi benzida na Vigília Pascal, e utilizá-la nos baptismos. Assim, omite-se a benção da água.

* continuamos a aguardar as vossas questões em
doisdedosdeliturgia@gmail.com

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