Em dia de baptismos na nossa comunidade, a Santa Missa começa à porta da Igreja. É à entrada da igreja que acolhemos os pais, acompanhados pelos padrinhos, que apresentam o filho à Igreja para que, pelo sacramento do Baptismo, esta acolha e integre a criança entre os filhos de Deus.
Podemos questionarmo-nos sobre o motivo de baptizar as crianças visto que elas não são baptizadas por sua livre vontade. A Igreja sempre entendeu que a crianças não devem ser privadas do Baptismo. Embora não seja uma escolha própria, a criança é baptizada na fé da Igreja, proclamada pelos pais e padrinhos e por todos os fiéis presentes. Para completar a verdade do sacramento é necessário que, mais tarde, seja educada na fé. Este caminho de educar na fé é importante para que as crianças possam descobrir paulatinamente os desígnios de Deus para si e assim, possam ratificar por si mesmas a fé em que foram baptizadas.
No diálogo inicial com os pais e os padrinhos, o celebrante pergunta primeiro o nome que querem dar à criança. Deus conhece-nos pelo nome e é por esse nome que nos chama para si. No entanto, a comunidade precisa de saber quem é que vai acolher.
Em seguida, o presidente da celebração pergunta aos pais o que pedem à Igreja. Estamos habituados a escutar o Baptismo, mas podemos ter outras respostas: i) a fé; ii) a graça de Cristo; iii) a entrada da Igreja; iv) a vida eterna. O Papa João Paulo II disse que podia ainda haver outra resposta: quero ser santo. Percebemos que pelo baptismo somos inseridos no dinamismo da santidade, no dinamismo da vida em Deus. Os padrinhos devem ajudar nesta missão. É neste sentido que também são questionados sobre a sua disponibilidade e consciência para esta missão.
O sinal da cruz que o celebrante e os pais e padrinhos fazem sobre a criança, e que conclui este acolhimento, é de alguma forma o assumir deste compromisso da Igreja e da família de ajudar a criança a descobrir o projecto de Deus para ela. Segue-se a procissão para o lugar previsto.
* continuamos a aguardar as vossas questões em
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