Dois dedos de Liturgia (78)

Batismo-Valetino_Mora

 

– Baptismo

Palavra derivada do grego, baptisma, que, por sua vez, vem de bapto (banhar) e de baptizdo (submergir, mergulhar na água).
O seu sentido original é, portanto, banho, ablução externa, embora entendendo-a no seu sentido de purificação e vida nova. Também pode assumir outras simbologias, como em Mc 10,38-39, que aponta para a imersão na morte, ou ainda, quando se fala do baptismo de desejo ou de sangue.
João Baptista quis expressar, com esta acção simbólica da imersão nas águas do rio Jordão, a preparação imediata para o tempo anunciado. O próprio João baptizou Jesus, que quis assim solidarizar-se com os que se convertiam e se incorporavam na salvação messiânica.
A comunidade apostólica elegeu o baptismo na água como sinal sacramental da incorporação na Igreja e entrada na esfera salvadora de Cristo, recebendo a nova vida, pela água e pelo Espírito (cf. Jo 3,5; Rm 6). O Baptismo insere-se na dinâmica da iniciação cristã: à pregação e à conversão da fé segue-lhe o Baptismo, através do qual a pessoa fica agregada à comunidade do Ressuscitado.
O Baptismo, como primeiro sacramento da iniciação cristã –completado pela Confirmação e Primeira Comunhão– celebrou-se na Igreja, ao longo dos séculos, com diferentes rituais, de características diversas.
O dia de domingo, e sobretudo o da Páscoa, são os que mais coerentemente se relacionam com o Baptismo, tanto na sua celebração como na sua recordação continuada, pela estreita relação deste sacramento com a Páscoa de Cristo. Por isso, na Vigília Pascal e nas Eucaristias dominicais, a aspersão, como eco simbólico do Baptismo, pretende recordar aos cristãos a origem deste dom que Deus lhes fez pelo seu Espírito, introduzindo-os na Vida Nova de Jesus Cristo.

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