Dois dedos de Liturgia (77)

 

canto-liturgico

– O canto: alguns critério

O canto e a música, que expressam a alma de um povo, ocupam um lugar privilegiado na liturgia, tendo como finalidade última a glorificação de Deus e a santificação dos fiéis. Alguns critérios:
1) A participação unânime dos fiéis – Os documentos nos falam de uma participação ativa, frutuosa, plena e consciente. Por isso, os músicos e cantores devem se empenhar para favorecer a participação interna e externa de toda a assembleia no canto, levando em conta a cultura, a realidade, o jeito de ser e viver da comunidade. A este respeito diz o documento sobre a renovação litúrgica: “É desejo ardente da mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação na celebração litúrgica que a própria natureza da liturgia exige e à qual o povo cristão, “raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido” (1Pd 2,9), tem direito e obrigação, por força do batismo. Portanto, a assembleia tem a primazia, devendo ser incentivadas as aclamações do povo, as respostas, os refrãos, a salmodia, as antífonas, os cantos e hinos.
2) O caráter de serviço, de função ministerial da música, como “humilde, mas nobre serva” da liturgia, a serviço da Palavra, do rito, do tempo litúrgico e do mistério celebrado. A música deve ser “um sinal sagrado”, verdadeiro sacramento da ação de Cristo na celebração, música santa para uma liturgia santa, expressando mais suavemente a oração, favorecendo a unidade das vozes e corações, e enriquecendo de maior solenidade os ritos sagrados. Portanto, a música não é autônoma, independente, mas subordinada à Liturgia, estando a serviço e em função da Palavra.
3) A beleza expressiva da oração – não se leve em conta somente a arte pela arte, mas que a melodia tenha nossa riqueza musical, nosso ritmo, nossa cultura popular, traduzindo a alma do povo; e o texto tenha beleza poética, buscando sua inspiração nas fontes bíblicas e litúrgicas, conforme a SC 121: “Os textos destinados ao canto sacro devem estar em harmonia com a doutrina católica, sendo extraídos de preferência da Sagrada Escritura e das fontes litúrgicas.”
4) O caráter solene da Celebração – O canto e a música sempre geram festa onde estão presentes. Diz o documento “Musicam Sacram” (MS 16): “Nada mais festivo e mais grato nas celebrações sagradas do que uma assembleia que, em seu todo, expressa sua fé e sua piedade por meio do canto”.

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