O canto é um dos elementos mais importantes da celebração litúrgica.
O canto exprime e realiza as nossas atitudes interiores. Tanto na vida social como na cúltico-religiosa, o canto não só exprime, como, em certa medida, realiza os sentimentos interiores de louvor, adoração, alegria, dor, súplica. «Não se pode considerar mero adorno, extrínseco à oração. Antes, irrompe das profundezas da alma de quem reza e louva ao Senhor».
O canto fomenta a unidade e exprime os sentimentos comunitários: pode-se dizer que o canto faz comunidade. Além disso, cria um clima mais solene e festivo na oração: «nada mais festivo e mais desejável, nas acções sagradas do que uma assembleia que, toda inteira, expressa a sua fé e a sua piedade por meio do canto» . «O que ama, canta», como disse Santo Agostinho.
O canto tem, na Liturgia, uma função ministerial: não é como um concerto, em que se canta pelo canto em si e pelo seu prazer artístico. Aqui, o canto ajuda, sobretudo, a que a comunidade entre mais em sintonia com o mistério que celebra. Ao mesmo tempo, cria um clima de união comunitária e festiva, ajuda pedagogicamente a exprimir a nossa participação no mais profundo da celebração.
Assim, o canto converte-se em «sacramento», tanto do que nós sentimos e queremos dizer a Deus, como da graça salvadora que nos vem dele.
Segundo o Catecismo, «o canto e a música desempenham a sua função de sinais, dum modo tanto mais significativo, quanto “mais intimamente estiverem unidos à acção litúrgica”, segundo três critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia nos momentos previstos e o carácter solene da celebração. Participam, assim, da finalidade das palavras e das acções litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis» (CIC 1157).
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