Hoje acompanhamos Jesus, que vem dos lados de Tiro em direcção ao mar da Galileia. No caminho há um encontro curioso com um surdo-mudo, apresentado por uns amigos, que suplicam a Jesus apenas que lhe imponha as mãos. E Jesus, afastando-se da confusão dos mirones, acede imediatamente a libertar o surdo-mudo da prisão que o condenava ao silêncio, a vida inteira.
Tudo se passa longe da multidão, sem ruído, a sós.
Porque o bem não faz barulho e gosta muito da discrição, Jesus recomenda “que não contassem nada a ninguém”. “Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam”, porque não continham o assombro provocado pelos gestos e palavras de Jesus.
De assombro se enche mais tarde também o coração de muitos que vêem o comportamento dos cristãos da comunidade de Jerusalém. O gosto pela Palavra, a fidelidade ao ensino apostólico, a alegria com que celebravam a fé e partilhavam os bens e a amizade que reinava entre todos eram contagiantes…
Por aqui também passa hoje o segredo da nova evangelização que deve comprometer todos os baptizados.
P. Fausto
in Diálogo 1621 (Domingo XXIII do Tempo Comum – ano B)
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