Dois dedos de Liturgia (73)

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– Ámen

A palavra ÁMEN herdámo-la, sem a traduzir, do hebraico, e significa fiel, firme, seguro, estável, válido. Por isso, converteu-se já no Antigo Testamento na aclamação com que alguém, sobretudo a comunidade, manifesta o seu assentimento e aceitação do que se disse ou propôs.
Com esta palavra se concluem as orações, bênçãos, promessas e alianças. Simbolicamente, chama-se ao próprio Deus «Deus do Ámen [fiel]» (Is 65,16), e, no Novo Testamento , afirma-se de Jesus Cristo que é, ao mesmo tempo, o Ámen de Deus à humanidade e o da humanidade a Deus: «Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo […] não foi sim e não, mas foi sempre um sim. Todas as promessas de Deus são um sim em seu Filho. É por Ele que nós dizemos Ámen a Deus para sua glória» (2Cor 1,19-20). O próprio Cristo é definido como «o Ámen» (cf. Ap 3,14).
Desde sempre se pronunciou o Ámen na liturgia cristã, por exemplo, depois das orações. Como dizia Santo Agostinho, «o vosso Ámen é a vossa assinatura, o vosso assentimento e o vosso compromisso» (Sermão contra os pelagianos, 3).
Há dois momentos em que o Ámen tem particular sentido:
• antes de mais, como conclusão da Oração Eucarística: a comunidade, dizendo, ou melhor, cantando o Ámen, sublinha o que o presidente proclamou em seu nome;
• e na comunhão, quando o ministro diz «O Corpo de Cristo» ou «O Sangue de Cristo», e o fiel responde «Ámen», reafirmando assim a sua Profissão de Fé no sentido deste momento privilegiado.

* continuamos a aguardar as vossas questões em doisdedosdeliturgia@gmail.com

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