Leves para servir !

Déjalo todo y sígueme

 

Deus mostra-nos neste Domingo que não abandona a humanidade, por isso, atento e solícito, escolhe, em cada tempo, livremente, os mensageiros, para mostrar a luz da verdade e o bom caminho. Assim aconteceu com Amós (sec.VIII a.C.) ou os Apóstolos, de que trata hoje a Liturgia da Palavra, pessoas que, à partida, nem a linhagem nem a cultura recomendariam a sua escolha.
Os critérios de Deus são insondáveis e surpreendentes, porque muitas vezes não parece recair a escolha nos mais capazes. Assim vemos Amós, livre e corajoso, consciente das suas incapacidades mas apoiado na força de Deus, erguer a sua voz contra ricos e poderosos; assim os Apóstolos que, enviados sem pão, sem alforge, sem dinheiro, sem nada, mostram que a eficácia da pregação e da acção apostólica não vem dos meios humanos, mas da força de Cristo que envia.
Ser escolhido e enviado por Deus dá aos profetas, aos apóstolos e aos missionários de todos os tempos a liberdade, a ousadia e o direito de desempenharem a missão fielmente, apesar dos constrangimentos, apenas ancorados na força do Alto.
Sem pão, sem alforge, sem dinheiro, apenas uma muda de roupa, umas sandálias nos pés e um cajado na mão, parecem-nos exigências “exageradas” nos tempos que correm, mas são simplesmente desafios à busca permanente do mais profundo e essencial no homem, porque, como dizia Santa Teresa de Calcutá, “tudo o que não serve, pesa”.
E quanto mais “leves”, mais libertos, mais audazes e com mais fogo no coração para a missão. É destes mensageiros que o nosso mundo precisa.

P. Fausto

in Diálogo 1618 (XV Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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