Dois dedos de Liturgia (69)

canto-liturgico

– Sacramento da Ordem, Ordenação

A palavra Ordo, ordem, aplicava-se no uso civil romano, com um sentido colegial. Muito cedo passou a usar-se em registo cristão para designar os ministros dentro da comunidade: a ordem dos bispos, dos presbíteros, dos diáconos. E chamou-se «ordenação» à celebração sacramental, na qual, com orações e gestos simbólicos, se confere a graça e o poder dos diversos ministérios, introduzindo uma pessoa na «ordem» correspondente.
«Mediante o sacramento da Ordem, por divina instituição, alguns de entre os fiéis, pelo carácter indelével com que se assinalam, são constituídos ministros sagrados, e assim são consagrados e deputados para que, segundo o grau de cada um, apascentem o povo de Deus, desempenhando na pessoa de Cristo Cabeça, as funções de ensinar, santificar e reger».
O elemento essencial do Rito de Ordenação é a imposição das mãos por parte do Bispo e a prece de ordenação, distinta para cada grau. É precisamente assim, com a imposição das mãos e a oração, que se percebe como, desde o NT, se conferia o sacramento: cf. Act 6,6 e 1Tm 4,14. No Ritual, depois da Liturgia da Palavra, há, antes de mais, toda uma série de gestos simbólicos preparatórios, como o chamamento e apresentação dos candidatos, a homilia, as promessas dos eleitos, a ladainha da comunidade orando por eles; vem então o gesto central e a oração consacratória; e, depois, uns ritos que explicitam algum dos aspectos do sacramento recebido.

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