Deus e(m) nós !

 

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Neste Domingo, XI do Tempo Comum, Jesus surpreende-nos com duas parábolas: a da semente e a do grão de mostarda. É o seu estilo de pregação, com linguagem acessível a partir da vida, mas sempre disponível para esclarecer os discípulos, em lugar mais sereno e recolhido.
Que actualidade têm, dois mil anos depois, estas parábolas, para nós, que vivemos na cidade ou no campo, independentemente da idade, profissão ou habilitações literárias? Muita, concerteza, porque é grande a tentação de impôr o nosso relógio, objectivos e programas a Deus, esquecendo-nos, com frequência, do Seu plano de salvação, de que não desiste, apesar dos nossos desvios e lógicas. Isto mesmo recorda a 1° leitura deste domingo, lembrando que é sempre de Deus a iniciativa amorosa, a condução paciente e a eficácia plena desse desígnio de salvação de toda a humanidade.
Longe de serem convite à passividade, estas parábolas são desafio à criatividade, diligência e gratidão permanentes, porque sabemos que Deus não nos dispensa deste processo salvífico e liberta-nos da pressão e da tensão pela sua eficácia.
Cabe-nos sempre “fazer a lavoura”, a tempo e horas. A colheita outros a farão, se não a pudermos fazer nós. No fim ninguém é prejudicado. O que importa é que seja abundante e de qualidade. Por isso não nos tiram o sono, nem bloqueiam as contradições e os obstáculos do caminho. Se assim não fosse, restariam a desilusão e o fracasso.

P. Fausto

in Diálogo 1614 (XI Domingo do Tempo Comum – Ano B)

 

 

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