“Deus é Amor”

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Deus e religião sempre deram assunto de conversa e, não raro, de discussão entre pessoas, mesmo ditas ateias.
Hoje, ao retomarmos o Tempo Comum, celebramos o Mistério fundamental da Fé, proclamando que Deus é Único, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, como Jesus revelou e mandou ensinar.
Ao abordar este dogma, porém, o que move e comove não é o discurso dos teólogos, por mais bem elaborado que seja, mas é sabermos que Deus revelado por Jesus Cristo é Comunhão Trinitária e Família. Na linguagem sintética e feliz de S. João, Deus é Amor. E isso nos basta.
O discurso teológico, sendo importante, ilumina, mas não dá ternura, não provoca intimidade e encanto, porque o que verdadeiramente enche o nosso coração é a certeza de que o Deus revelado por Jesus Cristo nos ama gratuita e infinitamente e jamais desiste de nós.
A esta luz, soam-nos a “música celeste” as palavras com que termina o Evangelho da Missa de hoje: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”. É bom que estas palavras nunca sejam esquecidas por nós.
Todos temos momentos de desilusão e de solidão, de dúvida e de perplexidade, de medo e de exaltação. Na vida temos de tudo. Mas Deus não desiste, mesmo quando “estamos no fundo” e tudo parece ruir. Pode-nos parecer distante e distraído, mas está connosco e sempre atento, ainda que às vezes em silêncio. É Amor.

P. Fausto

in Diálogo 1611 (Solenidade da Santíssima Trindade – Ano B)

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