Dois dedos de Liturgia (64)

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– Voltámos ao Tempo Comum

 

Além dos tempos que têm um carácter próprio, ficam 33 ou 34 semanas, no decurso do ano, em que não se celebra algum aspecto peculiar do mistério de Cristo, mas recorda-se sobretudo o próprio mistério de Cristo na sua plenitude, principalmente aos domingos. Este período de tempo recebe o nome de Tempo Comum.
O chamado Tempo Comum pode-se dizer que é uma novidade da reforma pós-conciliar. Antes, havia uma série de «domingos depois da Epifania» e outra série de «domingos depois do Pentecostes». Agora é uma única série com uma certa unidade, ao longo do ano. Sobretudo, há um elemento que lhe dá unidade: o Leccionário.
O nome «Tempo Comum» não parece muito feliz, pela fácil associação a tempo «pouco importante» ou «anódino», mas esta designação impôs-se como distinção dos chamados «tempos fortes», do ciclo da Páscoa e do Natal.
Mas o Tempo Comum tem a sua particular importância. Em rigor é o tempo mais antigo, na organização do Ano cristão – a sucessão dos domingos e das semanas, antes de terem surgido os vários ciclos –e que, além disso, ocupa a maior parte do ano. Este tempo apresenta valores que não se podem esquecer: ajuda-nos a ir vivendo o mistério de Cristo na sua totalidade; acompanha- nos na tarefa de crescimento e maturação de tudo o que celebrámos no Natal e na Páscoa; põe em evidência a primazia do domingo cristão; oferece-nos a escola permanente da Palavra bíblica; e faz-nos descobrir a graça do comum: a vida quotidiana vivida também como tempo da salvação.

* continuamos a aguardar as vossas questões em doisdedosdeliturgia@gmail.com

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