Vinde, Espírito Santo!

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Na hora da despedida, oito dias atrás, não houve lágrimas, mas era evidente o desconforto em todos os presentes. A tarefa, agora confiada a um pequeno grupo de homens, na sua maioria pescadores e de poucas letras, era demasiado pesada.
De famílias sem pergaminhos, os apóstolos não tinham sido educados para profissões de topo e os saberes da pesca não os qualificavam para ministros do perdão, romeiros da paz e da justiça e arautos de Boas Novas, por caminhos e encruzilhadas.
Mas algo de muito belo e intenso aconteceu na vida de quantos se encontravam em oração com Maria, Mãe de Jesus, agora confiada aos cuidados de João.
De repente, um vento impetuoso que soltava a liberdade e tudo sacudia, um fogo que enchia e queimava o coração, uma força que não sabiam donde vinha, projetava para fora os até aqui hesitantes e cautelosos apóstolos.
Agora, sem medo, enfrentam a cidade, sem se deixarem deter por nada, nem ninguém, de tal modo que, quem os vê e ouve, se interroga estupefacto : “não são todos galileus…?”
É o Espírito Santo, que desceu abundantemente sobre Nossa Senhora e os que estavam com Ela em oração, que continua a garantir a fidelidade plena à missão de Jesus Cristo, confiada então aos Apóstolos e continuada hoje na Igreja.
Que venha, pois, o Espírito Santo encher o coração dos fiéis e renovar a face da terra.

P. Fausto

in Diálogo 1610 (Solenidade de Pentecostes – Ano B)

 

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