Dois dedos de Liturgia (62)

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– porque celebramos os santos?

O culto aos Santos começou sobretudo com a recordação dos mártires. É natural que uma comunidade recorde os seus defuntos e, de modo especial, os mais distintos.
Ao celebrar os dias natalícios dos Santos [isto é, da morte], ela proclama o Mistério Pascal realizado neles, que sofreram e foram glorificados com Cristo, propõe aos fiéis os seus exemplos, que conduzem todos por Cristo ao Pai, e pelos seus méritos implora os benefícios de Deus».
Honrar os santos significa, antes de mais, honrar a Deus Pai, o todo Santo. As pessoas podem ser chamadas «santas», embora tenham tido as suas debilidades, enquanto souberam imitar a santidade de Deus, segundo o antigo mandato: «Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou Santo».
Em segundo lugar, os santos são o melhor fruto da Páscoa de Jesus Cristo, o «Santo de Deus»: ouviram a sua palavra e puseram-na em prática, assimilaram as suas bem-aventuranças e o seu estilo de vida. Honrar os santos é celebrar o êxito de Cristo, porque são como seus sinais viventes neste mundo; ao celebrar o trânsito dos Santos, proclamamos o Mistério Pascal cumprido neles.
Os santos são também um dom do Espírito à sua Igreja. O Espírito chamado por antonomásia «Santo», continua a animar a comunidade cristã, enchendo-a dos seus carismas. Umas vezes é o Espírito da Verdade e da Sabedoria quem suscita homens e mulheres cheios de saber; outras, o Espírito de Amor, que os move a dedicar-se aos pobres e doentes ou à educação; ou o Espírito da Fortaleza, que lhes dá força no testemunho do martírio. Os santos são frutos da presença animadora do Espírito à humanidade.
Finalmente, os Santos são também a glória e o modelo da comunidade eclesial. A sua existência, próxima ou afastada no tempo e na geografia, honra toda a comunidade. Mostram-lhe que é possível viver o Evangelho de Cristo. São uma nota de esperança e um estímulo para toda a Igreja. E, além disso, desde a sua existência no Céu, não cessam de interceder por nós diante do Pai, e a sua fraterna solicitude contribui muito para remediar a nossa debilidade.

* continuamos a aguardar as vossas questões em
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