Sem medida…

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Prestes a despedir-se, Jesus, neste Domingo, o VI da Páscoa, foi longe demais. “É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei”. Mais tarde, Santo Agostinho dirá que Jesus apenas quis dizer que “a única medida do amor é amar sem medida”.
A fasquia está no máximo, para além de todos os limites. A fasquia é o próprio Deus. Nunca Jesus ousou desafiar a tanto, a tanto que não é possível atingir à frágil natureza humana. Apesar de tudo, não retira uma palavra e repete categoricamente: “o que vos mando é que vos ameis uns aos outros”.
O específico do cristão não é, então, amar, porque disso fala e faz toda a gente e de muitos modos. O específico dos cristãos é amar como Cristo. Amar a todos, sem escolher rostos, nomes, culturas ou religiões. Amor desinteressado, sem restrições, inclusivo.“Puro dom, pura graça, pura entrega”. E isto Só Deus!
Hoje, Jesus diz-nos, em jeito de despedida, que é assim que quer que os seus discípulos vivam, se querem ser fiéis, felizes e luminosos. Não nos diz que é fácil, mas compromete-se a estar sempre do nosso lado, apesar dos nossos limites e falhas. Ousemos nós, todos os dias, pôr a fasquia sempre mais alta.

P. Fausto

in Diálogo 1608 (VI Domingo da Páscoa – Ano B)

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