Caminho difícil !

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Celebramos o Domingo III da Páscoa e já são vários os encontros de Jesus com os discípulos. Mas as dúvidas mantêm-se e o medo, qual erva daninha, está longe de ser erradicado do coração.
É verdade que O reconhecem, mas, incapazes de explicar as mudanças, deixam-se invadir pelo receio de algum fantasma.
E não é para menos, porque Jesus é o mesmo que conheceram, mas é diferente, está transformado. Continua a ser Ele, mas é outro.
Nem a saudação habitual, que o Ressuscitado usa quando aparece, lhes traz sossego e Paz!
“Não sou um espírito, um fantasma…, tocai-me e vede… tendes aí alguma coisa para comer?” E, mesmo assim, com a alegria a encher os olhos e a admiração estampada no rosto, nem querem acreditar! É demasiado.
A paciência de Jesus, porém, não se esgotou e ainda não deu por terminado o tempo para fazer dos discípulos não apenas mestres, mas testemunhas corajosas e fiéis da Ressurreição. Para tal não era apenas necessário refrescar–lhes a memória, mas, sobretudo, arrumar-lhes o coração. E isso leva o seu tempo!

P. Fausto

in Diálogo nº1605 (III Domingo da Páscoa – Ano B)

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