Oito dias depois…

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De portas trancadas, foram dias de sobressalto. No coração dos discípulos pouco espaço havia para tantos e tão confusos sentimentos. O medo e a vergonha, porém, eram dominantes. Medo dos judeus e vergonha pela traição de um, negação de outro e cobardia de todos.
Oito dias depois veio, de novo, Jesus, estando as portas fechadas! A sua presença não intimida, o seu olhar brilhante não acusa e amigavelmente saúda todos os presentes: “A paz esteja convosco”.
Ao canto da sala, cabisbaixo, está Tomé. Quer ter a certeza de que não é vítima de histeria colectiva ou da imaginação doentia de alguém. Exige ver e tocar.
Com paciência infinita, Jesus aproxima-se, mostra-lhe a marca fresca dos cravos nas mãos e o golpe profundo de lança no peito e convida-o à prova exigida. “Meu Senhor e meu Deus!”, reconhece Tomé, finalmente rendido.
No rosto de Jesus não há sinais de repreensão ou impaciência, mas de respeito, compreensão e de amor. A Misericórdia venceu e convenceu!

P. Fausto

in Diálogo 1604 (II Domingo da Páscoa – Divina Misericórdia – Ano B)

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