“Se o grão de trigo não morrer…”

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Há tempos apareceu numa parede lateral da nossa Igreja, com escândalo para alguns, a frase: “Deus morreu”. Custe ou não, ainda lá está, porque a sua limpeza tem-se revelado muito difícil. Tal afirmação, porém, não pode abalar a nossa Fé, envergonhar-nos ou impôr-nos o silêncio, bem pelo contrário, porque Jesus, Filho de Deus, gerado e nascido de Maria, padeceu e morreu, mas ressuscitou e está vivo. É por isso que continua a incomodar todos quantos Lhe passaram a certidão de óbito.
Para uns é ponto final parágrafo, para nós a frase deixada na parede da Igreja é a mais vigorosa prova do amor inexcedível de Jesus, verdadeiro Deus e Homem, a convidar–nos incessantemente à gratidão.
Hoje, 5° domingo da quaresma, vamos encontrar Jesus, em Jerusalém, no templo. Poucos dias faltam para a sua paixão e morte. O seu discurso é grave e pausado, e no seu rosto não há sinais de medo, apenas determinação em cumprir a vontade do Pai.
Já não tem muitos ouvintes, é certo, mas àqueles que O querem conhecer pessoalmente, não deixa de avisar que “se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer dará muito fruto”. Ainda que não entendam o alcance destas palavras, elas ficam como denúncia vigorosa de projectos de vida sem sentido, de aparências e futilidades,… Porque inúteis, o seu destino é a falência.

P. Fausto

in Diálogo 1601 (V Domingo da Quaresma – Ano B)

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