Após o “Glória”, no qual juntamente com anjos anunciamos em júbilo o abraço entre céu e terra ou então, na sua ausência, imediatamente depois do Ato penitencial, a oração adquire forma particular na prece denominada “coleta”, por meio da qual se expressa o caráter próprio da celebração, que varia de acordo com os dias e os tempos do ano. Mediante o convite «oremos», o sacerdote exorta o povo a recolher-se com ele num momento de silêncio, com a finalidade de tomar consciência de estar na presença de Deus e fazer emergir, cada qual no próprio coração, as intenções pessoais com as quais participa na Missa.
Portanto, antes da oração inicial, o silêncio ajuda a recolher-nos em nós mesmos e a pensar por que estamos ali. Eis, então, a importância de ouvir o nosso espírito para o abrir depois ao Senhor.
É para isto que serve o breve si-lêncio antes que o sa-cerdote, recolhendo as inten-ções de cada um, recite em voz alta a Deus, em nome de todos, a oração comum que conclui os ritos de introdução, realizando precisamente a “coleta” das intenções individuais.
O sacerdote recita a oração de coleta de braços abertos: é a atitude do orante, assumida pelos cristãos desde os primeiros séculos para imitar Cristo de braços abertos no madeiro da cruz.
versão integral: audiência de 10 de janeiro 2018
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