Era bom, não era ?

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No domingo passado, acompanhámos Jesus ao deserto e ainda não esquecemos o estímulo para vencermos o medo da “austeridade quaresmal” e o convite ao silêncio para ouvirmos melhor a voz de Deus. Sabendo que nem todos podemos viver da mesma maneira a quaresma, cada um deve encontrar o seu modo de a viver.
Este domingo faz-nos dar um passo mais na caminhada de preparação para a Páscoa e de renovação da nossa vida cristã, com o Evangelho da Transfiguração a dar o tom a toda a celebração.
A cena constitui uma manifestação de tal modo jubilosa de Deus, que S. Pedro, anos mais tarde, evocava ainda a força dessa experiência pessoal e intensa (2° Ped. 1,16ss), que o fez esquecer os deveres diários e desejar que esse momento de inesquecível felicidade se prolongasse indefinidamente: “como é bom estarmos aqui!” E as nuvens não se fizeram esperar. A descida impunha-se.
Pedro ainda procurava mais as consolações de Deus que o Deus de todas as consolacões.
Há momentos belos na vida e também os há de tristezas, dúvidas e perplexidades, mas em todos o Pai está presente, porque, a subir ou a descer, o caminho faz-se com Deus, sempre por perto.
Contemplar Jesus transfigurado no início da quaresma é desafio a um esforço maior para escutar a Palavra e ordenar o coração, em processo de transfiguração permanente a que nos desafia a Páscoa.

P. Fausto

in Diálogo 1589 (II Domingo da Quaresma – Ano B)

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