Na sua sobriedade, ele favorece a atitude com a qual se dispõe para celebrar dignamente os santos mistérios, ou seja, reconhecendo diante de Deus e dos irmãos que somos pecadores. Com efeito, o convite do sacerdote é dirigido a toda a comunidade em oração, porque todos somos pecadores. O que pode dar o Senhor a quem já tem o coração cheio de si, do próprio sucesso?(…)
Ouvir em silêncio a voz da consciência permite reconhecer que os nossos pensamentos estão distantes dos pensamentos divinos, que são guiados por escolhas contrárias ao Evangelho.
Cada um confessa a Deus e aos irmãos “que pecou muitas vezes por pensamentos e palavras, actos e omissões”. Não é suficiente não praticar o mal contra o próximo, mas é necessário escolher fazer o bem aproveitando as ocasiões para dar bom testemunho de que somos discípulos de Jesus. O pecado corta: corta a relação com Deus e com os irmãos, corta a relação na família, na sociedade e na comunidade: o pecado corta sempre, separa, divide.
As palavras que proferimos com os lábios são acompanhadas pelo gesto de bater no peito, reconhecendo que pequei precisamente por minha culpa, e não por culpa de outros.
Depois da confissão do pecado, suplicamos à Bem-Aventurada Virgem Maria, aos Anjos e aos Santos para que intercedam junto do Senhor por nós. A intercessão dos santos sustém-nos no caminho rumo à plena comunhão com Deus, quando o pecado será aniquilado definitivamente.
Medir-se com a fragilidade do barro com que somos amassados é uma experiência que nos fortalece: enquanto nos leva a confrontar-nos com a nossa debilidade, abre-nos o coração para invocar a misericórdia divina que transforma e converte. E é isto que fazemos no início da Missa.
* continuamos a aguardar as vossas questões em doisdedosdeliturgia@gmail.com
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