Pesado e triste ?

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Estamos na quaresma. Muitos, porém, ainda não se deram conta. A ressaca dos dias de carnaval, acrescida neste ano ao ruído do “Dia dos Namorados”, não motiva ao rito penitencial das cinzas, com que tradicionalmente se inicia este tempo fecundo, e também alegre, que Deus nos concede como graça, para prepararmos, “na alegria do coração purificado”, a celebração das festas pascais.
Parecendo triste, cinzento e pesado, a Quaresma é um tempo alegre, libertador e feliz, que, vivido à maneira de retiro espiritual e orientado pela Palavra de Deus, deve ser marcado pela “oração mais intensa e pela caridade mais diligente”, sem esquecer, de modo algum, a participação na Eucaristia dominical e celebração do sacramento da Reconciliação.
O Evangelho de hoje leva-nos ao deserto, onde Cristo permaneceu largos dias, jejuou, foi tentado e se preparou para a vida pública.
As nossas ocupações habituais, não permitindo fazermos o mesmo na Quaresma, não dispensam do esforço de organizarmos momentos de “deserto” pessoal, que permitam o encontro libertador de cada um com Deus, com os outros e consigo mesmo, sempre inspirados no exemplo acabado de Jesus, que partilha connosco o segredo para vencermos as tentações de que a vida é tão fértil.

P. Fausto

in Diálogo 1597 (I Domingo da Quaresma – Ano B)

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