“Se quiseres…”

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A liturgia deste domingo mantém a temática do anterior: Jesus em face do sofrimento, qualquer que seja o seu tipo e gravidade. Seja de homem ou mulher, judeu ou pagão.
Hoje, o nosso amigo Marcos, no Evangelho que seguimos, mostra-nos a atitude de Jesus para com um doente especial, um leproso, que, além de doente, tinha de carregar permanentemente a cruz da humilhação social e do ostracismo imposto pela Lei. A avaliar pela sua súplica, trata-se de um homem humilde, delicado, cheio de confiança e consciente da sua dignidade: “Se quiseres, podes curar-me“. E Jesus, sem se fazer rogado, toca-o e responde-lhe “Quero: fica limpo“.
A mesma bondade e compreensão, a mesma solicitude e atenção!
Diante de quem sofre, física ou moralmente, a reacção pronta de Jesus é ajudar, aliviar, curar. E a nossa não pode ser outra.
Não temos o dom de curar, mas sempre podemos ajudar, com pequenos serviços, com uma presença discreta e amiga, às vezes silenciosa, mas sempre atenta.
A voz dos pobres, doentes e esquecidos… chega também hoje aos nossos ouvidos, como outrora, ao coração de Jesus, a voz do leproso: “se quiseres, podes curar-me“. E basta, às vezes, uma palavra e um sorriso!

P. Fausto

in Diálogo 1596 (Domingo VI do Tempo Comum – Ano B)

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