O valor do sofrimento…

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Na vida há de tudo, momentos de euforia e cansaço, de nostalgia e sonho, de desejos e realizações… de fraquezas e ilusões. Também os há de doenças. Há de tudo. Só que a memória curta e a resistência limitada dificultam a leitura da vida em chave de realismo pragmático e de esperança sadia e cristã.
Ora, nada melhor que dar lugar à Palavra de Deus, para apreendermos o valor das dificuldades e do sofrimento, que, queiramos ou não, afecta a todos.
No livro de Job, vemos um personagem feliz, abastado e de bem com a vida, repentinamente reduzido à miséria, à solidão e incompreensão, mesmo pelos de casa. Atingido por tanta desgraça e no meio dos seus lamentos angustiados, Job exibe a única bandeira que lhe resta, a da esperança! Impotente, mas não vencido. Sem nada nem ninguém. Apenas agarrado à única coisa que pode fazer um homem morrer de pé. Job entendera o sentido e o valor do sofrimento e como Deus, mesmo em silêncio, se mantivera atento.
E Jesus, como se comporta face aos que sofrem? No Evangelho, vemos como é significativa a Sua atenção aos doentes e, a passagem que hoje lemos, sem ser exaustiva, relata-nos um dia do Seu trabalho. Entre o ensino, a pregação e a oração, ainda há tempo, nunca regateado, para os que sofrem, porque, atendê-los, parece dizer Jesus, é uma das formas mais verdadeiras e convincentes de pregar o Evangelho. E deixou-nos o exemplo.

P. Fausto

in Diálogo 1595 (Domingo V do Tempo Comum – Ano B)

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