E porque não hoje …?

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Habitualmente as nossas assembleias dominicais proporcionam uma bela experiência religiosa, porque enriquecidas por cristãos, alguns vindos de bem longe. Aqui, cada qual, vindo do seu pequeno/grande mundo, sente mais viva a sua pertença ao Povo de Deus que se reune, como outrora os judeus na Sinagoga, para escutar a Palavra e cantar os Salmos.
Como judeu cumpridor, Jesus não se dispensava do culto sinagogal, tomando a palavra, sempre que solicitado. E hoje O encontramos em Cafarnaúm, a ensinar. Ninguém perdia uma palavra. A surpresa era geral!
Habituados à casuística dos escribas e ao discurso falacioso dos doutores da lei, bem distinto da linguagem viva e compreensivel de Jesus, interrogavam-se: “Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade…!”
Dois mil anos passados, a mesma Palavra é em cada domingo proclamada nas nossas assembleias, mas não provoca o mesmo impacto, nem a mesma surpresa, nem a mesma sedução… E a culpa não é só dos padres…! Faltará no nosso projecto pessoal e familiar tempo para a Palavra de Deus e disponibilidade para a formação permanente, e, nessa medida, Deus se vai remetendo ao espaço que cada um Lhe reserva, conforme a sua medida e interesses, ou, quando muito, para o recôndito envergonhado dos nossos templos.

P. Fausto

in Diálogo 1594 (IV Domingo do tempo Comum – Ano B)

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