Os responsáveis pelas Igrejas cristãs na Europa convidam a fazer da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos uma ocasião para “gerar a esperança” num Velho Continente fustigado por vários desafios.
A declaração conjunta recorda de modo particular a provação que implica “o êxodo em massa de pessoas que estão a ser forçadas a abandonar famílias e casas, devido aos conflitos e à pobreza”, e que olham para a Europa como um passo para uma vida melhor.
“Um futuro melhor só será possível se tivermos Deus no nosso coração e praticarmos a justiça, quer como indivíduos quer como comunidades”, referem os líderes cristãos, que apelam a uma Europa mais “acolhedora” para quem “chega às suas fronteiras”, e “mais capaz” de cuidar daqueles que precisam de apoio, tanto “espiritual” como “material”.
“Nós cristãos queremos dar testemunho da nossa esperança, que assenta na vida com Cristo. Temos a certeza de que com Ele é possível viver em paz nestes tempos e construir um futuro melhor”.
Os líderes das Igrejas cristãs da Europa exortam as comunidades dos vários países a “perseverarem no caminho ecuménico” e a viverem estes dias em “solidariedade para com os irmãos cristãos que vivem em condições de pobreza, de solidão ou marginalização”.
“Evangelizar é encontrar-se e oferecer a mensagem de salvação, a boa nova de Jesus e o Evangelho e isso pede atitude de ir ao encontro”. Foi esta a mensagem que o Cardeal Lluíz Sistach deixou ao clero de Coimbra, mas que também é para todos nós.
Para o arcebispo emérito de Barcelona, é preciso saber ir ao encontro das pessoas “para dialogar, para acompanhá-las, para ajudar a fazer um discernimento” e conhecerem a vontade de Deus “na sua vida”.
“Desta maneira vão integrá-las, uni-las mais, vinculá-las mais a Jesus e à Igreja, à comunidade cristã”, observou, referindo que a sociedade oferece “muitas alternativas”.
D. Virgílio, bispo de Coimbra, insistiu: “É importante sair com uma intenção evangelizadora e com certeza que é preciso termos meios, formas e conteúdo porque é preciso uma mensagem, uma palavra, uma presença, um estímulo, ajudarmo-nos dentro do que é possível a despertar dentro do coração das pessoas o desejo de se encontrarem com Deus”. O arcebispo emérito de Barcelona também considera que estes intercâmbios importantes porque “podem enriquecer” uma vez que “cada Igreja tem a sua riqueza que pode oferecer”.
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