“E o Verbo fez-se carne”…

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Foi graças ao sim humilde, confiante e corajoso de Maria, que Deus se tornou um de nós. E nada ficou como dantes.
Pela primeira vez, Deus fez depender a realização da Sua vontade de um sim humano e nunca criatura alguma respondeu com tanta prontidão e generosidade aos desígnios insondáveis de Deus:
“Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. E completado o tempo, “Maria deu à luz o seu Filho primogénito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura”.
Era o único lugar disponível!
Convidados pelos anjos, vão os pastores a Belém, contemplam o Menino, adoram Deus e agradecem o sim generoso daquela jovem mãe, que, de olhos surpreendentemente lindos, fixam, absortos, com os de José, seu esposo, o mistério de Deus, a ambos confiado.
Fazia muito frio e nada havia de conforto naquele refúgio de pedra, mas respirava-se uma paz dulcíssima e uma intensa luz rasgava as trevas daquela noite original.
Ao longe, ouviam-se vozes, que pareciam vindas do céu, a convidar todos à festa, porque, discreta e finalmente, Deus se fizera homem e a Paz descera à terra.

P. Fausto

in diálogo 1589 (IV Domingo do Advento – Ano B)

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