«A água é rica de mistério, toda pura e simples, “casta”, como lhe chamou São Francisco. Tão modesta como se nada quisesse significar por si mesma, por assim dizer, desinteressada, existe apenas para servir a outrem, para purificar e refrescar a sede do sequioso.
Simples, límpida, pronta a purificar o que está sujo e ao mesmo tempo profunda, insondável, irrequieta e plena de enigmas e de força.
Do baptismo saímos um dia homens novos renascidos da água e do Espírito Santo depois de ali ter morrido, submerso, o homem velho.
E com água santa, água benta, aspergimos a testa, o peito, o ombro esquerdo e o direito ao fazer o sinal da cruz como elemento originário, misterioso, límpido, simples e fecundo, que é símbolo e instrumento da vida sobrenatural, a graça.»
in “Sinais Sagrados” / Romano Guardini
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