A paciência de Deus!

 

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Já no domingo passado as orelhas dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo tinham ficado a arder com a parábola que Jesus contara. Neste domingo, porém, o puchão ainda é maior, a ponto de deixar feridas difíceis de cicatrizar.
A história é relativa a um proprietário que não desiste, apesar das loucuras dos rendeiros. Tem direito às rendas e não cede, confiante no bom senso que, por fim, se haveria de impôr. Estava enganado. E o pior aconteceu: não respeitaram sequer a vida do próprio filho!
“Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?”
A resposta sai clara e sem hesitação: “mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo”.
Mais uma vez os destinatários, para quem a lei de talião é o ideal para repor direitos e fazer justiça, não vislumbram o alcance da história! Deus não se revê ao fazer justiça e não revela o Seu poder quando pune ou castiga exemplarmente os prevaricadores, mas quando perdoa e Se compadece.
O sonho de Deus, que se vai realizando na história apesar das resistências, dúvidas, pecados e traições de muitos, avança para a plenitude, graças aos que fazem constar do seu programa de vida a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a benignidade, a mansidão, a fidelidade, a temperança… Estes, e só estes, independentemente das pertenças e fronteiras geográficas e religiosas, é que são essa vinha nova, a Vinha do Senhor, que, ao produzir bons e saborosos frutos de vida eterna, fazem acontecer o Reino e são a alegria de Deus.

P. Fausto

in Diálogo 1578 (XXVII domingo do tempo comum – Ano A)

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