“Muito prega frei Tomás…!”

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Há muitas semanas que Jesus fala aos discípulos de sementes, vinhas e searas, mas hoje dirige a palavra aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, para lhes contar uma história de que não descortinaram o alcance. Ontem como hoje, a parábola dos dois filhos, que à primeira vista parece desconcertante, é bem realista, concreta e actual. Uma boa maneira, própria de um grande pedagogo e comunicador, para falar de sinceridade e fidelidade, virtudes que vão escasseando… numa sociedade cada vez mais líquida.
Trata-se de um homem que convida os dois filhos ao trabalho. Um diz que não e depois reconsidera e vai trabalhar, o outro diz que sim e não vai. Tudo muito simples. A quinta é familiar.
Sob uma aparente rebeldia, pode existir um autêntico amor, generoso e fiel. É o caso do filho que se arrepende da resposta dada ao pai e vai trabalhar. Por outro lado, certas formas de docilidade, manifestadas por palavras e atitudes subservientes, como as do outro filho, não passam disso mesmo, porque não são expressão de quem ama, mas de quem apenas quer agradar ao patrão.
A história que Jesus conta não tem tanto a ver com obediência, mas com amor e liberdade que tornam digno e credível, humano e divino, tudo quanto se faz.

P. Fausto

in diálogo 1577 (XXVI domingo do tempo comum – Ano A)

 

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