O Ato Penitencial inicia-se com um convite que o presidente lança para que cada um faça um exame de consciência e reconheça os seus pecados, que pode ser por estas ou outras palavras: “Para celebrarmos dignamente os santos mistérios, reconheçamos que somos pecadores.”
Seguem-se breves instantes em silêncio – que é o acto penitencial em sentido próprio – pois cada um (fiéis, padre, bispo e Papa) reconhece, no íntimo da sua consciência e do seu coração a sua fragilidade e a sua condição de pecador e suplica o acolhimento da graça de Deus. Na verdade, todos nós somos pecadores. São João, na sua primeira epístola diz: “Aquele que disser que não possui pecado é um mentiroso”. 1Jo 1, 8.
Segue-se a confissão geral, durante a qual devemos ter uma atitude/postura corporal de recolhimento, de cabeça baixa e olhos no chão para ser condizente com as palavras que estamos a proferir. A confissão geral pode fazer-se de três modos:
I) ou recitando todos, em conjunto, a oração “Confesso a Deus todo o poderoso e a vós irmãos que pequei…” Esta fórmula é ainda acompanhada pelo gesto de bater duas vezes com a mão direita aberta sobre o peito às palavras “… por minha culpa, minha tão grande culpa…”, à semelhança do gesto do publicano, que na parábola de Jesus em Lc 18, dizia «Meu Deus, tende piedade de mim, que sou pecador»
II) ou com os versículos “Tende compaixão de nós Senhor / Porque somos pecadores… Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia / E dai-nos a vossa salvação.”
III) ou com as invocações a Cristo Senhor “Senhor tende piedade de nós…” com os respectivos tropos que exprimem um atributo ou uma obra de Cristo (“Senhor, que fostes enviado pelo Pai… que viestes chamar os pecadores… que estais à direita do pai a interceder por nós… Senhor, tende piedade de nós.”)
À confissão segue-se a absolvição geral “Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.” Toda a assembleia responde “Ámen.” Como que dizendo “assim seja!”
O missal (pag. 1359) propõe que no Tempo Pascal se substitua o acto penitencial pelo rito da aspersão da água benta, recordando o nosso Baptismo, momento em que simbolicamente o cristão renasce para a vida em Cristo.
* continuamos a aguardar as vossas questões em doisdedosdeliturgia@gmail.com
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