A liturgia deste XXIV Domingo fala-nos da bondade, da misericórdia e do perdão de Deus. Nos ritos iniciais de cada Eucaristia, seguindo o fundamento bíblico (Tg 5, 16) “Confessai mutuamente os vossos pecados e orai uns pelos outros para serdes curados”, a assembleia reunida reconhece ser frágil e pecadora, mas na certeza de ser perdoada e santificada por Cristo.
No nosso dia-a-dia, muitas vezes sem querer e até sem perceber, cometemos pecados que nos afastam da amizade de Deus. Pecamos por pensarmos em coisas que não são dignas de um verdadeiro cristão, por proferirmos palavras ofensivas ou duvidosas, por actos que prejudicam outros e até mesmo omissões, quando ficamos na nossa tranquila comodidade, recusando envolver-nos em algo que vemos de errado…
Devemos, assim, fazer penitência e arrepender-nos do pecado. Não um arrependimento de palavras, mas um arrependimento sincero e consciente. Pelo Acto Penitencial reconciliamo-nos com Deus e com os nossos irmãos e temos o perdão dos nossos pecados. Todavia, o Acto Penitencial não pode ser confundido com o Sacramento da Reconciliação (Confissão), já que, se tivermos pecados graves, que nos provoquem rotura total com Deus, connosco próprios ou com os irmãos devemos, antes, confessar pessoalmente esses pecados para recebermos a absolvição sacramental. O Acto Penitencial tem, assim, eficácia sobre os pecados leves, veniais, e não sobre os graves ou mortais e mais do que proceder a um exame de consciência trata-se de pedir e acolher a graça de Deus para cada um de nós.
Na próxima semana continuaremos com a explicação deste rito…
* continuamos a aguardar as vossas questões em doisdedosdeliturgia@gmail.com
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