“Errar é humano”!

23dtc_A

Errar é humano, dizemos frequentemente em tom de desculpa, mas corrigir os que erram é uma forma de caridade. Assim o diz o Evangelho deste domingo. Acontece que corrigir alguém é para muitos quase sinónimo de censurar, repreender e, não raro, zangar-se, e o que deveria ser forma de amor fraterno aparece frequentemente envolto em sentimentos de irritação e azedume, com intuitos de mera denúncia.
Jesus não nos pede que tenhamos sempre uma linguagem “politicamente correta” ou que tenhamos de recorrer ao “verniz social”, na relação de uns com os outros, mas indica no Evangelho de hoje o caminho delicado e algo incómodo da correcção fraterna, que se deve iniciar sempre com a aproximação pessoal e individual com o irmão que erra e conduzido com paciência e discrição, apesar de progressivo e exigente.
Na base de todo este processo, que visa não a mera denúncia do mal ou pedido de castigo mas a correcção e a conversão, encontra-se a caridade e não a vingança ou o zelo mal compreendido e muitas vezes farisaico. Neste esquema, quem corrige assume lealmente uma posição corajosa e responsável e quem é corrigido vê a sua fama respeitada.
Pode não ser assim sempre o nosso modo de proceder, mas é este o caminho apontado pelo Evangelho que devemos percorrer.

P. Fausto

in diálogo nº1574 (XXIII domingo do tempo comum – Ano A)

 

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado.

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *