Até um copo de água!

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A Liturgia da Palavra deste domingo faz-nos reflectir sobre o modo como acolhemos os irmãos e realça o valor da hospitalidade.
É verdade que nos ambientes urbanos, e mesmo rurais, as pessoas aumentaram os níveis de segurança de casas e haveres, com o reforço de portas e instalação de campainhas com visores e câmaras de vigilância, discreta e eficientemente colocadas.
Apesar de já não encontrarmos chaves na porta, como antigamente, com o morador ausente, não podemos deixar de combater as resistências e os medos que tendem a fazer desaparecer a virtude tão gostosamente humana e cristã da hospitalidade.
Abrir as portas, acolher, convidar para entrar, promover o convívio de uns com os outros, não podem ser reminiscências do passado, mas modos concretos de nos mantermos fiéis a valores e gestos humanos e cristãos, sob pena de serem cada vez mais áridas, frias e calculistas, as relações de vizinhança.
“Se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca… não perderá a sua recompensa”, diz-nos Jesus. Bela maneira de dizer que no Evangelho o verbo “amar” se há-de traduzir sempre pelo verbo “dar”, nem que seja um copo de água!

P. Fausto

in diálogo 1570 (XIII Domingo do Tempo Comum – Ano A)

 

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