A procissão dos Ramos e a liturgia da Palavra fazem deste domingo um dia muito especial. E chamamos-lhe Domingo de Ramos e da Paixão.
Dois momentos aparentemente desencontrados e contraditórios do Mistério Pascal, que tornam esta semana verdadeiramente única e santa, central na história e na fé. Por um lado, a procissão dos Ramos, com palmas e hossanas, a comemorar a entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, por outro, a liturgia da Palavra, que nos introduz explicitamente no mistério da Paixão do Senhor, que havemos de celebrar pormenorizadamente nestes dias.
Semana surpreendente em que os mesmos que vitoriam Jesus neste domingo exigem, dias mais tarde, a Sua crucificação e morte. Semana de traições e de ódio, desespero e lágrimas, de gritos e silêncios, de contemplação amorosa, gratidão sincera e de adoração. É a última semana da vida terrena de Jesus, que somos convidados a seguir atentamente, dia a dia. É a Semana Maior. Vamos vivê-la e celebrá-la dignamente.
P. Fausto
in diálogo 1558 (Domingo de Ramos na Paixão do Senhor – Ano A)
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