Dois dedos de Liturgia (15)

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– O que significa o Domingo de Ramos?

O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança dos ramos de palmeira e de oliveira e das próprias vestes do povo que acarpetavam o chão para que se concretizasse o gesto profético de Jesus de entrada em Jerusalém, como Rei pacífico e Messias desejado, montado num simples jumento – animal que simboliza mansidão e humildade. Cerca de 450-500 anos antes, o profeta Zacarias (9, 9) havia profetizado: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta”. No Oriente este gesto de abrir o caminho era utilizado para alguém que merecesse grandes honras (2 Reis 9:13).
O grande significado deste domingo de ramos é a entrada de Jesus em Jerusalém, o início de seu processo e percurso de entrega total para a salvação da humanidade, com a centralidade da liturgia da palavra a evocar, pormenorizadamente, a Paixão do Senhor no Evangelho de São Mateus e assim nos preparar para o Tríduo Pascal.
Neste dia, entrecruzam-se as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa e festiva liturgia da Igreja mãe da Cidade Santa, que se converte em mímesis (imitação do que Jesus fez em Jerusalém); e a austera memória – anamnese – da paixão que marcava a Liturgia de Roma. A Liturgia de Jerusalém e a de Roma, juntam-se numa mesma celebração.

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