Nós não rezamos só com as palavras ou só com o pensamento, mas é todo o nosso corpo que está envolvido quando nos dirigimos a Deus e rezamos com os irmãos. É necessário, portanto, que o corpo participe através de gestos e movimentos e esteja em sintonia com as diversas atitudes da pessoa diante Deus – de súplica, de louvor, de perdão, de aclamação, de paz, etc… – por isso, a oração exige gestos simples e espontâneos mas também que sejam reveladores da comunhão da mesma Assembleia. Não se trata unicamente de executar ritos com precisão ou de saber o exacto momento para levantar, para sentar, para ajoelhar, para inclinar profundamente, etc., mas antes toda uma acção externa que deve ser realizada com respeito e seriedade de forma a que se possa revelar através do corpo os sentimentos de fé interior de todos os que actuam na mesma celebração. Portanto, a postura do corpo revela a atitude interior com que nos dispomos durante a celebração. A unidade nos gestos comuns exprime a unidade dos fiéis na celebração. Os gestos e atitudes corporais, tanto do sacerdote, do diácono e dos ministros, como do povo, visam conseguir que toda a celebração brilhe pela beleza e nobre simplicidade, que se compreenda a significação verdadeira e plena das suas diversas partes e que se facilite a participação de todos.
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