Com a quarta-feira de Cinzas começámos o tempo da Quaresma, período particularmente rico em que Deus, todos os anos, concede aos cristãos “a graça de se prepararem na alegria do coração purificado, para celebrarem as festas pascais”.
É um tempo a ser vivido à maneira de retiro espiritual, centrado na Palavra de Deus, que pede mais oração, mais atenção aos outros e participação mais consciente e plena nos “mistérios da renovação cristã”.
Se é verdade que todo o tempo é de Deus, e que Deus se nos revela em qualquer tempo, a Quaresma é “o tempo favorável de 40 dias”, que desejamos viver inspirados na experiência de deserto que Jesus viveu no início da Sua vida pública. Ao contrário de Jesus, Deus convida-nos a “parar”, sem termos de interromper o nosso quotidiano, para darmos mais atenção a tudo o que nos possa tornar pesados, obesos e bloqueados no caminho de conversão para a Páscoa. Isto implica fazer escolhas, e quem melhor que Jesus nos ajuda a saber escolher o que Deus quer?
Aprender a vencer as múltiplas tentações, que nos surgem todos os dias e de todos os lados, é o segredo que Jesus revela na experiência de deserto deste primeiro domingo da Quaresma.
P. Fausto
in diálogo 1553 (I Domingo da Quaresma – Ano A)
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