Advento!

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Entramos no Advento e iniciamos novo ano litúrgico com um apelo forte à vigilância e à confiança Recados e apelos sempre oportunos e actuais.
“E não deram por nada”. Assim se refere Jesus, segundo S. Mateus, ao estilo de vida fútil e banal dos contemporâneos de Noé: “nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento… e não deram por nada”. Não há juízos de valor, acusações de imoralidade ou denúncia de injustiças, mas apenas o reconhecimento de uma sociedade sem sonhos nem profundidade.
Uma sociedade sem horizontes, incapaz de ler os sinais dos tempos, desinteressada do futuro e do fim último, embriaga-se no consumo do presente e embrenha-se na vivência do quotidiano.
O retrato traçado por Jesus aos tempos de Noé não está tão longe assim de muitos sectores da sociedade em que vivem e se movem os cristãos, porque vivem sem dar por nada, como se nada passasse à volta, como se nada fosse mais importante que o bem estar.
A cultura fragmentária, individualista e hedonista em que vivemos faz com que “os dias de Noé” sejam também os nossos dias e tornem mais oportuna a Palavra de Deus que nos convida à vigilância, porque não sabemos o dia…, e à confiança, porque sabemos que Deus não é um ladrão que vem para roubar ou matar, mas vem porque nos ama infinitamente e nos oferece gratuita e largamente a riqueza da sua misericórdia.
Este é o belo tempo do Advento que tornaremos apenas de consumo, se o vivermos como se à nossa volta nada passasse.

P. Fausto

in diálogo 1539  (I Domingo do Advento – Ano A)

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