Determinante e determinado. Definitivo. Convergência de toda a história do homem e do mundo: Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo! Com esta solenidade termina o ano litúrgico.
O tema da realeza de Cristo, também presente noutros momentos do calendário religioso, reveste-se hoje de um significado especial, ao pôr em relevo o carácter absoluto e definitivo da soberania de Cristo, Alpha e Omega da história.
As circunstâncias em que se revela essa soberania são incomuns e no mínimo surpreendentes, porque o trono real não é de ouro, mas patíbulo de uma cruz, donde sobressai a afirmação ditada por Pilatos: “Este é o Rei dos Judeus”. O ambiente também não é de aclamação e vitória, mas de gozo, insulto e troça por quantos assistem ao espectáculo; os chefes dos saduceus zombam e os soldados, não ficando atrás, troçam e oferecem-Lhe vinagre e nem mesmo um dos legítimos condenados se contém: “não és tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também”. É neste contexto que Jesus se revela Rei e Senhor da vida e da morte.
Antes anunciara “quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim” e agora, na cruz, começa a realizar o que prometeu ao garantir ao ladrão arrependido: “Hoje estarás comigo no paraíso”. O segredo é mistério de Amor infinito e de Misericórdia abundante e pacientemente oferecida a todos os homens sem distinção.
P. Fausto
in diálogo 1538 (XXXIV Domingo do Tempo Comum – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo – Ano C)
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