Pela vossa constância…

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Ao aproximar-se o termo do ano litúrgico, somos convidados a ver “para além das nuvens” e a reflectir sobre o fim dos tempos, sabendo que a nossa vida é um caminhar ao encontro de Cristo, com sobressaltos de vária ordem. Em tudo isto, porém, não estamos sós. Podemos sempre contar com a presença confortante e consoladora de Jesus, que nos garante assistência permanente e recompensa acrescida, como Juiz supremo e Salvador, que tem a nosso respeito desígnios de paz e não de desgraça.
Esta certeza, porém, não nos dispensa de levar a sério a profecia de Malaquias, na primeira leitura, porque o destino dos “soberbos e malfeitores” não é o mesmo de quem teme o nome Senhor e “procede rectamente”, e de escutar S. Paulo na carta que escreve aos cristãos de Salónica, perturbados e divididos por causa da vinda do Senhor e que, de mão caídas, descuravam os seus deveres quotidianos: “quem não quer trabalhar, também não deve comer” e aos ociosos e “ocupados em coisa inúteis…. ordenamos que trabalhem tranquilamente…”.
As preocupações espirituais e as devoções não podem afastar os cristãos dos princípios simples em que assentam a vida e a dignidade humanas. Sem medos nem atropelos, mas de mangas arregaçadas e sempre atentos, ousemos, sem deixar de olhar o céu, cumprir os nossos deveres com zelo, alegria e fidelidade. É o caminho seguro da salvação.

P. Fausto

in diálogo 1537  (XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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