No próximo domingo, na solenidade de Cristo Rei, D. António Moiteiro preside à missa na Sé, às 19h, assinalando o encerramento do Ano Santo da Misericórdia. Convocado pelo papa Francisco, este jubileu constitui um verdadeiro tempo de graça para a Igreja, que procurou ser rosto da misericórdia de Deus Pai.
O Jubileu dos Reclusos, integrado no Ano Santo da Misericórdia, marcou a agenda do Vaticano no passado fim-de-semana de 5 e 6 de Novembro.
A delegação portuguesa, com cerca de 80 pessoas, contou com a presença de D. Joaquim Mendes, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.
No domingo dia 6, o Papa lamentou que o mundo encare a prisão como a única alternativa ao mal e realçou a necessidade de cuidar mais da “esperança” e da reabilitação destas pessoas, para que elas possam encarar o “futuro” de maneira diferente. “Aprendendo com os erros do passado, pode abrir-se um novo capítulo da vida. Não caiamos na tentação de pensar que não podemos ser perdoados”, apontou.
Também integrado no Ano Santo da Misericórdia, decorreu o Jubileu das Pessoas Socialmente Marginalizadas, entre os dias 11 e 13 de novembro. O presidente da Cáritas Portuguesa disse que o encontro com o Papa foi para muitos sem-abrigo um encontro com uma pessoa que é “uma referência salvadora”. “A sede de procura de alguém que eles sabem, pelas palavras ditas, mas também pelas práticas vividas, que é alguém que está do lado deles, fê-las não olhar a obstáculos, saltar por cima de cadeiras só para ter a possibilidade de tocarem na pessoa que para eles é uma referência salvadora”, referiu. O presidente da Cáritas Portuguesa recordou o muito que se faz e também o “muito que ainda há por fazer em favor das causas destas pessoas”.
A delegação de Portugal participou num encontro, na igreja de São Luís dos Franceses, onde, após momentos de partilha, foi celebrada uma Eucaristia presida por D. Carlos Azevedo, do Conselho Pontifício para a Cultura, em que se recordou o compromisso de Alfredo Bruto da Costa, falecido esta sexta-feira, a favor dos mais pobres.
O encontro com sem-abrigo e outras pessoas socialmente marginalizadas é a última grande iniciativa que decorre em Roma no âmbito do Ano Jubilar Extraordinário, que termina no domingo.
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